O evento contou com um almoço festivo, louvores, donuts de Natal, brinde com guaraná e muita emoção, proporcionando um momento de dignidade e acolhimento para 62 mulheres presas, incluindo três grávidas. As celas foram transformadas em duas grandes mesas decoradas, onde as presas puderam desfrutar de uma refeição especial preparada por voluntários, como o chef de cozinha Marcelo Petrarca e a chef Gabrielle Moura, da Monkey Donuts.
A ação, que já acontece há quatro anos na UPR de Luziânia, teve como objetivo promover a dignidade e o respeito às mulheres encarceradas, levando mensagens de esperança e reconciliação, além de atos práticos de apoio, como cursos de capacitação. A fundadora da A.M.E, Shaila Manzoni, ressaltou a importância do trabalho realizado pela organização, que busca ajudar na ressocialização das detentas e prepará-las para um futuro diferente.
Durante a celebração, uma ex-detenta presente no evento compartilhou sua experiência de transformação e superação, destacando o impacto positivo que a A.M.E teve em sua vida. Outra presa emocionada descreveu o projeto como uma “luz no fim do túnel”, enfatizando o apoio espiritual e emocional que recebem das voluntárias da OSC.
A diretora da UPR Feminina de Luziânia, Luana Rayka Machado, salientou a importância do projeto para fortalecer a ressocialização das detentas e reduzir o índice de reincidência. Com menos de 1% de retorno ao sistema prisional em quatro anos, a A.M.E demonstra seu compromisso em transformar vidas e oferecer novas oportunidades para as mulheres após o cumprimento de suas penas.
Com programas voltados para a dignidade, capacitação e reintegração social, a A.M.E busca não só auxiliar as detentas durante o período de prisão, mas também prepará-las para uma nova vida fora dos presídios. O objetivo da organização é expandir suas ações para outros presídios femininos do Brasil, visando tornar o país mais seguro e com menor índice de reincidência.
