Essa mudança significativa será implementada por meio de um teste genético, com triagem do gene SRY, que verificará a elegibilidade de cada jogadora. A CBV justifica essa medida afirmando que busca alinhar as competições nacionais com as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
A política foi divulgada no site oficial da CBV no final da tarde de sexta-feira e já gera repercussão no cenário esportivo nacional. O presidente da entidade, Radamés Lattari, ressaltou que essa decisão acompanha os parâmetros internacionais vigentes e coloca os campeonatos brasileiros em conformidade com as competições internacionais.
Essa nova regra do vôlei feminino brasileiro terá aplicação imediata, valendo para a Superliga A e B da temporada 2026/27, e para eventos como a Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e CBVP Challenger 2027. Além disso, a norma permanecerá em vigor para as edições seguintes dos campeonatos durante sua vigência.
Um dos pontos de destaque nessa nova diretriz é o impacto que ela pode ter em jogadoras como Tiffany, uma mulher trans que atua pelo Osasco São Cristóvão Saúde. Tiffany já esteve no centro de discussões sobre a participação de atletas transgêneros em competições esportivas, inclusive tendo sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a jogar contra o SESC RJ Flamengo em uma partida anterior.
Toda essa movimentação em torno da nova política da CBV para o vôlei feminino coloca em pauta questões relativas à inclusão, igualdade de gênero e dignidade humana no esporte. Certamente, esse será um tema que continuará provocando debates e reflexões dentro e fora das quadras.
