A CBF enfatizou em sua comunicação com a Uefa a importância de respeitar e implementar os artigos do estatuto da entidade que proíbem qualquer forma de discriminação. O artigo 2, em particular, visa promover o futebol sem preconceitos, enquanto o artigo 7bis ressalta a responsabilidade das associações afiliadas em adotar políticas para coibir ofensas raciais. As diretrizes visam não apenas punir, mas também prevenir tais atos inaceitáveis dentro dos estádios.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recebeu agradecimentos da CBF por sua declaração de solidariedade, e a entidade brasileira mencionou as recentes modificações no código disciplinar da Fifa, que introduziram novos mecanismos para o combate à discriminação no futebol.
O episódio que motivou essa ação ocorreu após Vinícius Jr. marcar um gol no Estádio da Luz, durante uma partida na Liga dos Campeões. Durante a celebração, enquanto se aproximava da torcida portuguesa, o jogador enfrentou uma série de ofensas raciais. O árbitro, François Letexier, aplicou cartão amarelo ao brasileiro durante a confusão, e Vinícius relatou ter sido chamado de “mono”, uma expressão pejorativa em espanhol. Diante desses fatos, o árbitro ativou o protocolo de combate ao racismo, resultando em uma interrupção de cerca de dez minutos na partida. A situação gerou uma onda de hostilidade em relação a Vinícius e aos jogadores do Real Madrid até o final do jogo.
Na quarta-feira, a Uefa anunciou o início de uma investigação formal sobre os supostos insultos raciais perpetrados por Gianluca Prestianni, jogador do Benfica. Um Inspetor de Ética e Disciplina da Uefa foi designado para conduzir a apuração, que incluirá a coleta de depoimentos dos envolvidos e testemunhas. Kylian Mbappé, jogador renomado, também relatou ter ouvido o insulto racial em repetidas ocasiões. A Uefa promete divulgar mais informações assim que a investigação avançar, mostrando um compromisso com a erradicação do racismo no futebol.







