O caso que mais contribuiu para essa situação financeira foi o conflito com o Icasa, um clube cearense atualmente fora das competições nacionais. O imbróglio entre a CBF e o Icasa durou cerca de 13 anos e envolveu o pagamento de R$ 80 milhões pela confederação ao clube para resolver pendências judiciais. O litígio teve origem em um erro no sistema de registro de atletas, que permitiu que o Figueirense escalasse um jogador em condição irregular durante a Série B de 2013, o que culminou em um julgamento que não favoreceu o Icasa.
Além dessa questão, o balanço da CBF descreve outras despesas que somam R$ 17 milhões em ações cíveis e trabalhistas, além de uma revisão na política de provisão para perdas de crédito que exigiu aportes de R$ 55 milhões. A entidade também investiu consideravelmente em logística, marketing e tecnologia, destacando R$ 27 milhões em logística e R$ 9 milhões em tecnologia.
Outros fatores, como a antecipação de receitas de contratos com patrocinadores, como a Nike, também impactaram os resultados. Apesar da situação atual, a CBF já traçou uma projeção otimista para 2026, prevendo receitas em torno de R$ 2,7 bilhões. A expectativa é que as mudanças implementadas e as ações corretivas sejam capazes de reverter o cenário financeiro negativo e garantir um futuro mais sustentável para a entidade e, por consequência, para o futebol brasileiro.
