Catedral de Maceió Celebra Quinta-Feira Santa com Lava-Pés e Reflexões sobre a Humildade de Jesus

No primeiro dia do Tríduo Pascal, celebrado nesta quinta-feira em Maceió, a Catedral Metropolitana serviu como um ponto de encontro espiritual intenso para os fiéis da comunidade. A Santa Missa da Ceia do Senhor, que rememora a Última Ceia de Jesus Cristo com os apóstolos, foi marcada pela presença significativa de pessoas que se reuniram para vivenciar um momento de reflexão e fé.

Um dos ritos mais emblemáticos dessa celebração foi o tradicional lava-pés, resgate de um gesto de humildade e serviço articulado por Jesus. Durante a cerimônia, o arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Beto Breis, repetiu o ato simbólico, lavando e beijando os pés de acolhidos da Fraternidade Casa de Ranquines, ressaltando a essência de amor e compaixão que deve permeia a vida cristã.

Dom Beto enfatizou a importância do acolhimento da Páscoa pelos fiéis, sublinhando que a celebração é um convite a viver intensamente o amor de Cristo. Em suas palavras, refletiu sobre a mensagem central dos dias do Tríduo Pascal: “Amou-nos até o fim”. Essa frase ecoou no coração dos presentes, lembrando-os da doação que Cristo fez por meio da crucificação e do exemplo de servir ao próximo.

A celebração da Quinta-Feira Santa é também a que institui a Eucaristia, o Corpo e Sangue de Cristo, e o sacerdócio. Após a missa, ocorreu a Procissão do Silêncio, onde os fiéis saíram da Catedral em percurso pelas ruas do Centro, simbolizando a jornada de fé que culmina na celebração da Páscoa.

Na Sexta-Feira Santa, a programação se intensifica com o Ofício da Agonia ao meio-dia e, às 15h, a Celebração da Paixão de Cristo. Em seguida, a cidade verá a Procissão do Senhor Morto, que se inicia às 16h e encerra às 19h, proporcionando uma continuidade aos rituais sagrados que marcam a Semana Santa.

Esse momento é um convite à profunda reflexão sobre temas essenciais como a humildade, o amor ao próximo e a importância da fé na vida cotidiana. Para a comunidade, a vivência dessas tradições religiosas é um suporte não apenas na esfera espiritual, mas também na construção de um tecido social mais solidário e acolhedor.

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