CASO KATHARINA! – Polícia de Alagoas Submete Irmão de Menina Enforcada a Escuta Especializada para Avançar Investigação

A Polícia Civil de Alagoas planeja submeter o irmão da menina Katharina Simões da Costa, encontrada enforcada no estábulo da família em Palmeira dos Índios, a uma escuta especializada. Katharina foi encontrada morta em julho deste ano. A criança, de apenas 5 anos, será ouvida em um depoimento especial conduzido por uma equipe de psicólogos, com o objetivo de elucidar os fatos que antecederam a morte da irmã.

As investigações revelaram que o menino estava com Katharina momentos antes do trágico evento numa propriedade rural no Povoado Moreira. Segundo relatos, os irmãos brincavam no estábulo da família quando o menino caiu sobre uma tábua, ferindo-se em um prego. Em seguida, os pais da criança o levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade para socorrê-lo, deixando Katharina sozinha em casa. Foi nesse intervalo de tempo que os pais, ao voltarem, encontraram a filha enforcada.

O depoimento do menino é considerado crucial pela polícia para esclarecer as circunstâncias que cercam a morte de Katharina. Diogo Martin, chefe de operações da Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Palmeira dos Índios, destacou a importância de ouvir o menor sobre os últimos momentos que passou com a irmã. “Ele será ouvido para dizer como foram os últimos momentos dele com a irmã. Para ver se tem algo relevante para as investigações”, afirmou.

A escuta especializada é um procedimento de entrevista com foco em casos de violência ou crime contra crianças e adolescentes. Esse processo visa garantir a proteção e cuidado da vítima ou testemunha e é conduzido por profissionais de instituições competentes, como psicólogos, conselhos tutelares e serviços de assistência social.

Em paralelo, a Polícia Civil de Alagoas concluiu a fase de oitivas do inquérito que apura as circunstâncias da morte da menina Katharina. Durante essa fase, foram colhidos depoimentos de familiares e professores. O pai de Katharina, último a ser ouvido, indicou mais seis novas testemunhas, cujas declarações também já foram registradas.

Além disso, a polícia informou que a Polícia Científica de Alagoas realizará uma reprodução simulada do caso. Esse exame pericial é geralmente solicitado quando há divergências significativas nas versões dos fatos apresentadas pelas testemunhas. A data para a realização da simulação ainda não foi divulgada pelas autoridades.

O caso continua sob investigação, com a expectativa de que a escuta especializada do irmão de Katharina e a reprodução simulada do evento possam trazer à luz respostas que até o momento permanecem obscuras. Desse modo, as autoridades buscam concluir o inquérito com a maior precisão possível, garantindo justiça para a jovem vítima e sua família.

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