Inicialmente, a mãe alegou que o menino havia se machucado durante uma brincadeira, ao ser lançado ao ar. Com o desenrolar dos eventos, sua narrativa passou a incluir a possibilidade de uma queda da rede. No entanto, essas explicações não sobreviveram ao exame médico, que revelou hematomas, escoriações, marcas de mordidas e um quadro que sugeria violência sexual.
A situação se tornou ainda mais complexa quando a Delegacia Geral de Homicídios começou a investigar a dinâmica do dia. O padrasto, de 33 anos, declarou que havia passado o dia trabalhando em uma borracharia e que, ao voltar para casa, encontrou o garoto já ferido. Entretanto, essa versão foi rapidamente contestada pelo empregador do homem, que confirmou que o padrasto havia deixado o local por volta do meio-dia e retornado apenas à tarde.
As investigações apontam para o padrasto como o principal responsável pelas agressões que levaram à morte de Gabriel. Em contraste, a mãe, de 32 anos, está sendo investigada por omissão, uma vez que não tomou ações para proteger o filho, em clara contrariedade à sua responsabilidade legal.
O padrasto foi preso em flagrante e sua prisão foi convertida em preventiva. Esse não é o primeiro incidente envolvendo ele, pois ele já era alvo de uma investigação por tentativa de homicídio. Por outro lado, a mãe foi liberada após uma audiência de custódia, mas deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento.
O corpo de Gabriel foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será realizado um exame detalhado para esclarecer ainda mais a extensão das agressões sofridas pelo menino. Esse caso traz à tona a urgente necessidade de proteção de crianças em situações vulneráveis e reforça os desafios na luta contra a violência doméstica.







