Caso de suposto estupro em Cocalzinho revela mentira de adolescente; investigação apura acusação fraudulenta e arquiva inquérito contra suspeito.

Um caso que inicialmente parecia um brutal episódio de estupro em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, tomou um rumo inesperado após investigações policiais. A história começou em dezembro do ano passado, quando uma mãe fez uma denúncia ao registrar um boletim de ocorrência, afirmando que sua filha de 13 anos tinha sido vítima de um ataque sexual. No entanto, as evidências coletadas acabaram por desmontar a narrativa.

O delegado Christian Zilmon, encarregado pela investigação, relatou que a mãe testemunhou que a filha voltou para casa após escola, afirmando ter conversado com uma idosa de 88 anos. Segundo o relato da mãe, durante essa conversa, o filho da idosa, um homem de 46 anos, teria agido de forma violenta, segurando a menina e tapando sua boca antes de supostamente consumar o ato. A recuperação da adolescente, conforme o que foi relatado, teria acontecido quando ela conseguiu fugir, pulando o muro da casa.

Após a denúncia, a Polícia Civil iniciou investigações prontamente e encaminhou a vítima para um exame de corpo de delito. Entretanto, antes da chegada dos policiais, o suposto agressor, ao ver suas imagens sendo compartilhadas em redes sociais, saiu de casa, temendo represálias violentas. No entanto, os exames realizados no dia seguinte não mostraram qualquer indício de conjunção carnal.

Câmeras de segurança de uma residências vizinha tornaram-se cruciais na apuração do caso. As gravações demonstraram a adolescente em frente a uma casa, espiando o interior, e depois se movendo rapidamente entre as propriedades vizinhas, sem sinais de qualquer coerção ou violência.

O desenrolar dos fatos levou a Polícia Civil a acionar o Conselho Tutelar, que ouviu a jovem. Em um momento revelador, a menina confessou que havia inventado a história de agressão, mas não explicou o que a motivou a criar tal situação. Tanto a idosa quanto seu filho confirmaram que viram a menina pulando o muro, mas ela não permaneceu para explicar sua presença ali.

Com todas essas novas informações, o inquérito foi arquivado por falta de provas concretas de crime de estupro. Atualmente, a Polícia Civil investiga a possibilidade de que a adolescente tenha cometido algum ilícito, como a denunciação caluniosa, em um desfecho que evidencia a complexidade de casos relacionados a denúncias de violência sexual.

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