Natural de Mantena, Minas Gerais, André fez a transição de uma carreira na construção civil, que desempenhava em Alagoas desde 2011, para a agricultura, um ofício que faz parte de suas raízes. Com o incentivo da reforma agrária, ele recomeçou essa atividade, resgatando o cultivo de café que já estava presente em sua família.
A nova vida na zona rural trouxe uma perspectiva otimista para a família. Vivendo em um clima favorável, com relevo acidentado e uma altitude de 400 metros, o protagonismo do casal se evidencia na plantação de 7 mil cafeeiros em uma área de 1,5 hectare. André se mostra determinado a expandir essa área plantada em breve. Utilizando técnicas de terraceamento, ele evita a erosão e facilita o cultivo, respeitando as características do terreno. As condições climáticas do assentamento, segundo especialistas, são ideais para o cultivo de café arábica, um tipo que se alinha bem com a agricultura familiar e promete retorno econômico significativo.
Além de cultivar café, André também tem trabalhado para unir outras famílias do assentamento e de comunidades vizinhas no cultivo do grão. Até o momento, 12 outras famílias já se uniram ao projeto, somando aproximadamente 14 mil cafeeiros ao esforço coletivo. O desejo de André de ver sua produção prosperar vai além do aspecto individual; ele sonha em trazer esperança e um futuro melhor para todos ao redor.
A operação ainda inclui um viveiro de mudas, onde já são cultivadas cerca de 40 mil unidades, todas comprometidas com produtores de municípios vizinhos. A cafeicultura é um campo pouco explorado na reforma agrária em Alagoas, e o sucesso do projeto do casal tem atraído a atenção de diversas entidades e agricultores.
Prestes a realizar sua primeira colheita entre maio e junho, André já se organiza para beneficiar os grãos. Com planos de formar uma cooperativa, ele também se preparou para integrar sua propriedade ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), o que dará acesso a políticas públicas de financiamento.
Motivado e com o suporte do Sebrae, André está construindo um galpão para abrigar uma agroindústria e já adquiriu equipamentos para secar e descascar o café, visando produzir e comercializar seu próprio pó. Em breve, a família promoverá um evento de degustação de seu primeiro lote, que promete ser um marco nessa nova jornada.





