Desde o início da triagem, várias famílias têm participado do processo de acolhimento conduzido pela equipe técnica. O trabalho realizado consiste em um conjunto de entrevistas com responsáveis, observações clínicas das crianças e adolescentes, além de análises comportamentais que fornecem uma compreensão mais precisa das necessidades específicas de cada jovem em atendimento. Fabiana Lisboa, diretora-geral da Casa do Autista, destacou a importância dessa fase, enfatizando que o objetivo é garantir um atendimento humanizado e personalizado para cada família atendida. “Estamos empenhados em mapear o perfil dessas crianças, e a partir da próxima semana, os primeiros avaliados iniciarão suas terapias. Nossa missão é proporcionar qualidade de vida a essas famílias”, afirmou.
As sessões de avaliação têm duração média de 45 minutos, podendo ser estendidas se necessário, e visam entender as habilidades, dificuldades e demandas terapêuticas de cada paciente, considerando também as necessidades emocionais e sociais de suas famílias. Fabiana Lisboa acrescentou que esse enfoque é vital para estruturar um tratamento específico que possa efetivamente transformar vidas.
A equipe responsável pelas avaliações é composta por profissionais de diversas áreas, incluindo psicologia, pedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição, assistência social, fisioterapia, musicoterapia e enfermagem. Após essas etapas, uma junta técnica será encarregada de elaborar os laudos e definir os Projetos Terapêuticos Singulares (PTS) para cada paciente.
Uma das mães que já passou pelo processo, Aline Thaise Oliveira dos Santos, elogiou o acolhimento recebido, afirmando que as informações oferecidas estão ajudando bastante. “Espero que meus filhos comecem as terapias o mais rápido possível, pois o que mais desejo é vê-los evoluindo aqui”, comentou.
A estrutura da Casa do Autista foi projetada para fornecer um atendimento abrangente, incluindo serviços de neuropediatria, psiquiatria infantil, psicologia, e várias terapias especializadas, como musicoterapia. Com capacidade para realizar até seis mil atendimentos mensais, a unidade atenderá crianças e adolescentes até 17 anos e 11 meses.
A diretora-presidente da organização responsável pela gestão da Casa do Autista, Camila Porciúncula, reforçou o compromisso da unidade em oferecer um atendimento humanizado e eficiente. “Estamos implantando processos organizados e equipes capacitadas. O que buscamos é promover uma assistência integral para as crianças e suas famílias”, ressaltou.
As famílias que desejam acessar os serviços da Casa do Autista devem se dirigir à Secretaria Municipal de Saúde com a documentação necessária. Após a análise técnica, os usuários serão gradualmente direcionados para atendimento especializado.





