Leavitt afirmou que o Irã havia enviado inicialmente um plano de dez pontos que foi considerado “leviano” e “inaceitável”. Segundo ela, os iranianos, sob pressão do ultimato do presidente Donald Trump, apresentaram uma nova proposta que a secretária descreveu como “mais razoável” e “totalmente diferente” do primeiro. Essa mudança de tom ocorre em um contexto repleto de incertezas, onde a comunidade internacional observa atentamente as interações entre as nações.
Adicionalmente, a representante da Casa Branca afirmou que as informações veiculadas sobre o fechamento do estreito de Ormuz, devido a ataques israelenses ao Líbano, eram falsas. Na verdade, segundo Leavitt, houve um aumento no tráfego marítimo na área nesse mesmo dia. A situação no Líbano é particularmente delicada, uma vez que o país não está incluído no cessar-fogo alardeado anteriormente, um ponto que, segundo Leavitt, foi esclarecido a todas as partes envolvidas no conflito.
O ataque mais recente de Israel ao Líbano, que incluiu a capital Beirute, foi o maior desde o início dos conflitos atuais na região. Em retaliação, Teerã ameaçou interromper a passagem de petroleiros pelo estreito de Ormuz, um dos principais corredores de transporte de petróleo do mundo. As tensões foram exacerbadas ainda mais devido à mediação do Paquistão, que anunciou o término das agressões militares contra o Líbano como parte de um acordo recente.
A coletiva também trouxe à tona a questão do enriquecimento de urânio pelo Irã. A Casa Branca reiterou sua posição de que o país não deve continuar a atividade de enriquecimento. Nenhum detalhe específico foi dado sobre como isso se encaixaria na nova proposta, mas Leavitt mencionou que o Irã se comprometeria a entregar seu urânio já enriquecido.
Olhos estão voltados para uma nova rodada de negociações que ocorrerá em Islamabad, com a presença do vice-presidente J.D. Vance liderando a delegação americana. Ele será acompanhado por altos assessores, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, que têm histórico significativo nas conversações sobre o Irã. A abordagem americana continua a ser cautelosa, mas também assertiva, refletindo a necessidade de manter uma posição firme diante das complexidades geopolíticas da região.
O desenrolar dessa situação poderá ter repercussões significativas nas relações internacionais e nas dinâmicas de segurança no Oriente Médio. A próxima fase das negociações irá ocorrer em um momento crítico, onde a diplomacia terá um papel vital na busca por um consenso pacífico.





