Casa Branca é alvo de críticas após publicar imagem de Trump e pinguim em gafe geográfica relacionada à Groenlândia

Na última sexta-feira, o perfil oficial da Casa Branca gerou polêmica nas redes sociais ao compartilhar uma imagem criada por inteligência artificial. A ilustração mostrava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminhando ao lado de um pinguim em uma paisagem nevada, em uma clara alusão à Groenlândia. Embora a intenção aparentasse ser uma demonstração de apoio aos interesses norte-americanos nesta região estratégica, a postagem rapidamente se transformou em alvo de piadas e críticas, principalmente devido a um erro geográfico fundamental.

A Groenlândia, território autônomo que pertence à Dinamarca, é considerada de grande importância geopolítica pelos Estados Unidos. O local abriga bases militares cruciais para a defesa norte-americana e sua posição no Ártico é vista como essencial para a segurança do país. Contudo, o que parecia ser um gesto bem-humorado por parte da Casa Branca acabou contradizendo um fato básico: pinguins não habitam o hemisfério norte, onde está localizada a Groenlândia. Essas aves são encontradas exclusivamente no hemisfério sul, principalmente na Antártida.

A postagem no X, antiga plataforma Twitter, acompanhada das bandeiras dos EUA e da Groenlândia com a legenda “Abrace o pinguim”, gerou uma enxurrada de reações sarcásticas. Usuários rapidamente apontaram a gafe, com comentários como “Vocês não sabiam que pinguins não vivem no Ártico?” e “Meu filho de 6 anos sabe que pinguins só vivem no sul”. A repercussão foi imensa e o post acumulou cerca de oito milhões de visualizações em poucas horas.

Além das ricas interações sarcasticamente críticas, a situação levou internautas a questionar se a Casa Branca estaria, de alguma maneira, tentando expandir seus interesses até a Antártida, tamanha a confusão. Em meio a risadas, surgiram também observações sobre a fauna local da Groenlândia, que é composta, em sua maioria, de mamíferos como ursos polares, renas e raposas-do-ártico, mas não inclui pinguins.

Não é a primeira vez que Donald Trump se envolve em gafes relacionadas à Groenlândia. Recentemente, ele confundiu o território com a Islândia durante um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, o que gerou mais debate sobre sua compreensão geográfica e o interesse estratégico dos EUA na região.

A repercussão deste incidente ressalta não apenas o erro cometido, mas também a importância da Groenlândia na política externa americana e as potencialidades e desafios que a região representa no atual cenário global.

Sair da versão mobile