Os Estados Unidos consideram essas medidas como políticas “protetivas”, que dificultam a importação de produtos americanos, além de outras mercadorias internacionais. O documento menciona especificamente a cobrança de uma alíquota fixa de 60% sobre remessas expressas que utilizam o regime de Desembaraço Aduaneiro Simplificado. Esse regime é limitado a um teto de US$ 100.000 por ano para cada importador. Outro ponto abordado é a restrição imposta pela Receita Federal, que estabelece um limite de US$ 10.000 para exportações e de apenas US$ 3.000 para importações nas entregas expressas.
Um dos itens mais contestados é a “taxa das blusinhas”, que determina uma alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, além da aplicação do ICMS em qualquer importação. Para produtos que ultrapassam esse valor, a tributação pode chegar a impressionantes 60%, com um desconto fixo de US$ 20 para as transações. Essa medida, sancionada em 2024 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não foi bem recebida pela população e refletiu negativamente na sua avaliação pública, contribuindo para uma queda em sua popularidade.
As retaliações comerciais e a insatisfação com as políticas de importação, especialmente no contexto atual de globalização e interdependência econômica, tornam-se um foco importante nas relações Brasil-Estados Unidos. O governo americano busca um diálogo mais aberto e flexível, enquanto o Brasil enfrenta desafios internos para equilibrar suas políticas comerciais e atender às demandas de sua base eleitoral, que se mostrou crítica em relação a essas novas taxas.





