Cartéis Mexicanos Usam Munição Militar dos EUA em Conflitos por Tráfico de Drogas, Revela Investigação do ‘The New York Times’

Um levantamento recente aponta que cartéis mexicanos estão utilizando munição fabricada nos Estados Unidos, especificamente projéteis de alto calibre produzidos em uma fábrica de Lake City, Missouri. Essa informação emergiu no contexto de um aprofundado investigação que expõe a complexa relação entre a indústria armamentista norte-americana e o narcotráfico no México.

As munições em questão, de calibres .45 e .50, são típicas do uso militar e têm sido encontradas em várias cenas de crimes relacionados a conflitos armados entre organizações criminosas. Essa produção militar, embora sob a égide do governo dos Estados Unidos, é gerida por empresas privadas que, em alguns casos, aproveitam a falta de regulamentação para comercializar o excedente aos cartéis. Especialistas apontam que essa rota informal de vendas e a leniência na fiscalização se transformam em um verdadeiro vetor para a violência organizada no México.

O tema se torna ainda mais preponderante considerando a luta contínua do governo mexicano para responsabilizar fabricantes e distribuidores de armas, tanto nacional quanto internacionalmente. A atual administração, liderada pela presidente Claudia Sheinbaum, herdou uma batalha legal iniciada ainda no governo de Andrés López Obrador. Recentemente, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um processo que pedia US$ 10 bilhões em danos, por alegações de negligência que para muitos parecem evidentes, mas que carecem de provas diretas de conivência por parte das empresas.

Em resposta a essa crise, Sheinbaum tem buscado a colaboração do governo de Joe Biden para endurecer as medidas contra o tráfico de armas que abastecem os cartéis do lado mexicano da fronteira. Ela enfatizou em declarações públicas que “todos devem fazer a sua parte” no combate à criminalidade, reforçando a necessidade de uma abordagem colaborativa para abordar o crime organizado.

Com a escalada da violência nos estados fronteiriços e o impacto generalizado/no dia a dia dos cidadãos mexicanos, as questões sobre a origem das armas e a implicação da legislação norte-americana se tornam cada vez mais urgentes, demandando uma análise crítica e ação coordenada entre os dois países.

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