Carrascal foi expulso por uma jogada violenta, quando atingiu o zagueiro Murilo no rosto, o que gerou a denúncia com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD)—referente à conduta violenta, cujas sanções podem variar de um a seis jogos de suspensão. A defesa do jogador pleiteou uma absolvição ou, ao menos, uma penalização mais branda, argumentando que o incidente foi acidental e menos grave em relação a outra expulsão recente, ocorrida durante um Fla-Flu.
O relator do caso, Gustavo Vaughn, embora tenha reconhecido a falta de intenção de agressão por parte de Carrascal, enfatizou a imprudência na ação e o histórico de expulsões do jogador. Inicialmente, o relator votou pela suspensão de dois jogos, mas a comissão decidiu, por unanimidade, aumentar a pena para três partidas.
Por outro lado, o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, conseguiu se livrar das acusações relacionadas às suas críticas à arbitragem após o jogo. Ele havia sido denunciado com base no artigo 258, que abrange declarações desrespeitosas, em meio a comentários que insinuavam favorecimento à arbitragem contra seu time. Na coletiva de imprensa, Jardim afirmou que “é muito fácil dar cartões vermelhos ao Flamengo”, além de insinuar um viés nas decisões do apito.
Dessa forma, Carrascal estará ausente no próximo duelo do Flamengo contra o Coritiba e também não participará de outras duas partidas após a Copa do Mundo, contra Chapecoense e São Paulo, enquanto Jardim permanece à frente da equipe, por ora, sem restrições.
