Luto e Legado: A Mensagem de Carol Solberg Sobre Sua Mãe, Isabel do Vôlei
A bicampeã do circuito mundial de vôlei de praia, Carol Solberg, abriu seu coração em uma recente entrevista ao videocast ” “, onde compartilhou sua experiência emocional após a perda de sua mãe, Isabel, uma figura icônica no vôlei brasileiro. Isabel faleceu em 2022 devido à Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), deixando um vazio na vida da atleta que, além de filha, era também sua treinadora.
Três anos após a morte de Isabel, Carol revelou que ainda mantém uma conexão intensa com a mãe, uma relação que se transforma em conversas diárias. “É inacreditável pensar que vai fazer quatro anos. Falo com minha mãe o tempo inteiro. Desde o início, a ideia de não falar com ela era inconcebível”, contou. A atleta expressa como essa comunicação contínua, através de mensagens e áudios para o telefone de Isabel, a ajuda a enfrentar a dor e a perda.
Em momentos de solidão e tristeza, Carol se sente amparada pela memória de sua mãe. Os sonhos têm desempenhado um papel significativo na sua lida com o luto, servindo como uma espécie de guia. “Tenho vários sonhos com ela que me fazem ter certeza de que ela continua me ouvindo. É estranha a ausência dela, mas a força para passar por isso vem da nossa conexão”, desabafou.
A dor da perda é algo com o qual a atleta ainda luta. Em sua trajetória, ela se recorda de um momento marcante durante uma partida em que, mesmo enfrentando dificuldades, invocou a memória de Isabel e virou o jogo. “Antes, quando pensava nela, tentava fugir. Mas naquele dia, ao me conectar, senti uma força que nunca havia experimentado antes”, afirmou. Essa experiência destaca como os laços emocionais permanecem vivos apesar da perda física.
Contrapõe-se ao relato emocional a dificuldade de lidar com as homenagens a sua mãe, especialmente quando comparada à sua irmã, Maria Clara, que fundou o Prêmio Isabel Salgado. Carol admitiu que ainda não conseguiu ler a biografia de Isabel escrita por Pedro Bial, ressaltando como cada membro da família lida de maneira distinta com o luto.
Para Carol, a memória da mãe é o ponto central de sua vida e carreira. “Ser filha dela é o que mais me define e do que mais me orgulho. A saudade é imensa”, reflete. A dor e a gratidão coexistem de maneira complexa em seu coração, lembrando os momentos simples e diários que passou com Isabel. “Perder esse porto seguro é cruel”, conclui, ressaltando a força que sua mãe lhe proporcionou e a importância desse legado em sua vida. A história de Carol Solberg e Isabel é, inegavelmente, um testemunho do amor que ressoa além da morte, transcende a dor e inspira a continuidade.






