O modelo de transição, cuidadosamente elaborado, respeita as normas já estabelecidas. Para o carnaval de 2027, o concurso continuará contando com 12 escolas, mas a partir de então, o processo de inclusão será gradual. A cada ciclo, que se encerra ao final de cada ano, duas escolas da Série Ouro ascenderão para o Grupo Especial, enquanto apenas uma será rebaixada. Ao longo dos anos, o número de escolas no Grupo Especial aumentará progressivamente, atingindo 13 em 2028, 14 em 2029 e finalmente as 15 agremiações em 2030.
Gabriel David, presidente da Liesa, enfatizou a importância do diálogo aberto com as escolas, ressaltando que esse tipo de escuta qualificada fortalece o setor como um todo. Ele considerou a reunião como um momento produtivo, onde as demandas das agremiações foram discutidas em um ambiente colaborativo. Para David, essa medida representa um avanço responsável nas práticas de gestão do carnaval.
O prefeito Cavaliere também destacou a disposição da Prefeitura em assegurar uma transição segura e planejada. “O papel da prefeitura é garantir toda a estrutura financeira, logística e de infraestrutura para essa ampliação”, afirmou, reforçando que mesmo com o suporte público, as escolas precisam de tempo para se adaptar e se preparar adequadamente para essa nova fase, assegurando a evolução contínua do carnaval carioca, que busca se tornar cada vez mais competitivo e refinado.
Este novo arranjo para o carnaval do Rio promete não apenas valorizar as tradições da festa, mas também criar novas oportunidades para que mais escolas possam brilhar na passarela, contribuindo para a riqueza cultural do evento e para o fortalecimento da relação entre a Liesa e o poder público. O futuro dos desfiles de carnaval, portanto, se desenha promissor, com uma gestão que, aos poucos, reflete um compromisso com a diversidade e a inclusão no samba carioca.
