Cármen Lúcia apresenta 10 diretrizes para garantir a imparcialidade dos magistrados nos Tribunais Regionais Eleitorais durante o Ano Judiciário de 2026.

Na última segunda-feira, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), se pronunciou durante a sessão extraordinária que marcou a abertura do Ano Judiciário Eleitoral de 2026. Em sua fala, a ministra destacou a importância da integridade e da imparcialidade dos magistrados dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), apresentando um robusto conjunto de 10 diretrizes de conduta fundamentais que devem ser seguidas por todos os juízes que atuam nessa esfera.

Cármen Lúcia enfatizou que a responsabilidade dos órgãos eleitorais vai além da mera aplicação das leis; eles devem exercer um zelo contínuo pela “honorabilidade institucional da Justiça Eleitoral”. Ao abordar a questão da imparcialidade, a ministra foi clara ao afirmar que manifestações públicas sobre as preferências políticas de magistrados são absolutamente inaceitáveis, pois podem gerar dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral. Segundo ela, qualquer sinalização, seja positiva ou negativa, em relação a candidatos, partidos ou ideologias, compromete a percepção de justiça nas decisões judiciais.

Antecipando a necessidade de uma postura proativa na magistratura eleitoral, Cármen Lúcia revelou que, na próxima semana, irá se reunir com os presidentes dos TREs. O objetivo dessa convocação é sensibilizar os juízes para a importância da imparcialidade e da ética no contexto eleitoral, aspectos fundamentais para a saúde da democracia.

As dez condutas, que devem ser implementadas imediatamente, abrangem desde a garantia de publicidade das audiências até a proibição de participação em eventos que possam gerar conflito de interesses. A ministra também alertou para a proibição de aceitar presentes ou benefícios que possam comprometer a imparcialidade dos julgamentos.

Essas diretrizes surgem em um contexto em que a transparência e a confiança nas instituições judiciais estão sendo cada vez mais demandadas pela sociedade. A ministra frisou que a única maneira de fortalecer a democracia é através da informação clara e fiel, permitindo que os eleitores façam escolhas fundamentadas e conscientes.

Vale ressaltar que essas iniciativas da presidente do TSE coincidem com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que também anunciara a intenção de reformular o Código de Ética do STF, buscando aumentar a transparência e a responsabilização dentro da Corte. Juntas, essas ações apontam para uma nova era de compromisso com a integridade e a ética dentro das instituições judiciais brasileiras.

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