Zambelli, que possui cidadania italiana, justificou sua saída do Brasil afirmando que precisaria de tratamento de saúde. No entanto, a deputada expressou suas crenças de estar enfrentando uma perseguição política, descrevendo a situação como uma injustiça. Ela destacou que recorre à justiça italiana na esperança de encontrar refúgio e provar sua inocência em relação às acusações que pesam contra ela.
Em suas declarações, Zambelli afirmou: “Estou aqui de boa-fé. Estou por conta de uma perseguição política. Vou provar que fui condenada sem provas.” A deputada também se mostrou preocupada com a possibilidade de extraditação, mas se disse confiante de que isso não ocorreria.
A prisão preventiva foi decretada após Zambelli sair do país e solicitar uma licença de seu mandato de forma semelhante a Eduardo Bolsonaro, seu colega de partido. O pedido foi motivado por uma condenação recente, na qual foi sentenciada a dez anos de prisão por envolvimento em atividades ilegais ligadas à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Enquanto isso, a Câmara dos Deputados em Brasília acatou a decisão do STF sobre a licença de Zambelli. Com isso, o deputado Coronel Tadeu (PL-SP) assumiu sua vaga temporariamente. Embora a Câmara tenha concordado com a licença, a discussão em torno da perda definitiva do mandato de Zambelli ainda continua.
A situação da parlamentar, marcada por polêmicas e desdobramentos judiciais, levanta questões sobre as relações políticas e os procedimentos legais nas esferas tanto brasileira quanto internacional, especialmente no que diz respeito a acusações de perseguição e à busca de abrigo em outro país.







