Equipamento recém-reformado sofre invasões e vandalismo em Maceió
Os servidores do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Dr. Rostan Silvestre, situado no bairro da Jatiúca, em Maceió, estão enfrentando um cenário alarmante de insegurança e depredação. Nos últimos dois meses, a unidade, que atende pacientes com problemas de saúde mental, tem sido alvo de múltiplas invasões, comprometendo severamente seu funcionamento e, consequentemente, o atendimento à população.
De acordo com os relatos dos funcionários, a situação é crítica. Na última semana, a recepção foi encontrada em completa desordem, com portas arrombadas e equipamentos fundamentais subtraídos. Entre os itens levados estão nada menos que 12 aparelhos de ar-condicionado, todos os ventiladores do pátio, televisores, computadores e até fiações elétricas. Com isso, os profissionais se veem sem as condições mínimas para realizar suas atividades.
“Estamos sem condições de trabalho. Estamos no limite”, afirmam os servidores, que se organizaram para mobilizações em busca de soluções. A situação foi registrada em boa parte por meio de fotos que evidenciam os estragos, com salas danificadas e marcas de pés indicando os locais por onde os invasores acessaram o prédio.
Esses episódios de furto e vandalismo revelam não apenas perdas materiais, mas também um impacto direto nos serviços prestados pelo CAPS. “Estamos falando de um serviço público essencial, que acolhe pessoas em sofrimento psíquico e garante cuidado em liberdade. Quem sofre as consequências são os usuários, seus familiares e toda a população que depende de nós”, destacam os trabalhadores.
É importante ressaltar que a unidade, que vem operando desde 2006, atende aproximadamente 400 usuários mensalmente. O CAPS oferece um serviço considerado “porta aberta”, destinado a adultos em sofrimento psíquico agudo ou com transtornos mentais severos e persistentes, proporcionando atendimento multiprofissional e atividades terapêuticas.
O contexto se torna ainda mais preocupante pelo fato de o espaço ter sido recentemente reformado, com um investimento de mais de R$ 1,7 milhão pela Prefeitura de Maceió. As obras incluíram melhorias na estrutura elétrica, hidráulica, telhados e aquisição de novos equipamentos.
Diante das repetidas violações, os servidores e o conselho gestor da unidade cobram celeridade nas respostas por parte do poder público. “Exigimos proteção para o serviço e respeito aos usuários da saúde mental. Defender o CAPS é defender vidas”, afirmam.
A situação se agrava a cada dia, e a comunidade aguarda uma resposta efetiva das autoridades sobre as medidas que serão tomadas para assegurar a integridade e o funcionamento deste importante serviço de saúde.





