Suspensão das Atividades da Capela São Paulo Apóstolo Provoca Indignação em Comunidade de Petrópolis
A Capela São Paulo Apóstolo, localizada no bairro Bengin, em Petrópolis, enfrenta um momento de grande perturbação após a invasão de criminosos, que resultou na suspensão de todas as atividades religiosas. A última celebração no local ocorreu há cerca de duas semanas, e, até então, a comunidade não havia apresentado qualquer sinal de ameaça ao padre ou aos fiéis, o que levanta suspeitas sobre a natureza repentina da invasão.
Histórica na região, a capela sempre foi um ponto de referência para os moradores, funcionando como um espaço de fé e união. A interrupção das celebrações, somada à ocupação do espaço por criminosos, alegadamente originários de Belford Roxo, gerou perplexidade e revolta entre os frequentadores. Para muitos, essa situação representa não apenas a perda de um local sagrado, mas também a fragilidade da segurança em sua vizinhança.
A Diocese responsável pela capela ainda não anunciou uma nova data para a retomar das atividades. Os membros da comunidade informam que as celebrações da Páscoa, que estão sendo realizadas na Igreja Matriz de Petrópolis, devem ser priorizadas antes que se considere a reabertura do espaço sagrado. A volta à normalidade para a capela está condicionada a uma avaliação que precisa ser feita pelas autoridades policiais, com o objetivo de garantir a segurança da comunidade.
A suspensão das atividades aconteceu após uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, que resultou na prisão em flagrante de cinco suspeitos dentro da própria capela. Segundo os policiais, a igreja havia sido transformada em um ponto de tráfico, com a descoberta de entorpecentes e indícios de uso irregular do espaço religioso.
Moradores relataram que os criminosos retiraram bancos, deslocaram imagens sacras e passaram a utilizar a capela como moradia, além de imporem restrições severas à comunidade, como a proibição de celebrações religiosas. Com a situação ainda incerta, os frequentadores da capela aguardam com expectativa a liberação do local e o restabelecimento das atividades religiosas, desejando poder retornar ao espaço que sempre representou um símbolo de fé e esperança em suas vidas.
