Desde a abertura do novo terminal, que foi celebrada pelo prefeito Ricardo Nunes e pelo governador Tarcísio de Freitas, um número considerável de linhas de ônibus foi redistribuído para facilitar a integração com a Linha 9-Esmeralda do trem. Entretanto, a maioria das linhas continua a operar a partir do terminal antigo, situado a apenas 700 metros da nova instalação. Essa divisão tem gerado desconforto e confusão para os passageiros, que frequentemente não sabem qual terminal utilizar. “Parece que a situação piorou”, afirma um dos usuários. Muitos passageiros se deparam com a realidade de que é necessário o uso de dois terminais para completar suas rotas, o que é visto como um retrocesso na mobilidade urbana.
Pelo menos 24 linhas de ônibus estão alocadas no antigo terminal, enquanto apenas 8 operam no novo, o que sugere que a proposta de aliviar a demanda de passageiros e otimizar o transporte não está se concretizando como esperado. A resposta da Prefeitura indica que ambos os terminais são essenciais para garantir um fluxo de passageiros adequado, mas a prática revela uma realidade distinta.
Uma solução preliminar foi a criação de uma linha de ônibus que faz o trajeto entre os dois terminais, mas muitos usuários estão relutantes em pagar novamente a passagem só para realizar essa transferência. Situações embaraçosas foram relatadas, com pessoas competindo por assentos e espaço em linhas sobrecarregadas, causando frustração generalizada. Comentários de usuários afirmam que deveriam ser feitas mudanças para centralizar todas as linhas no novo terminal, permitindo um embarque mais organizado e menos desgastante.
Em meio a isso, pessoas como Valéria e Elisa, que optaram por fazer o percurso de 10 minutos a pé entre os dois terminais, expressam o desejo de que o transporte se torne mais integração, eficiente e acolhedor. Apesar das promessas de melhoras e da gestão do novo terminal por parte da SPS VivaCidade, as queixas persistem, refletindo uma forte insatisfação com a mobilidade na região de Varginha. A avaliação da funcionalidade dessa nova estrutura será crucial para a gestão pública, considerando o investimento de R$ 115 milhões na obra. O contexto atual levanta questionamentos sobre a efetividade dos investimentos em infraestrutura pública e sua capacidade de atender às reais necessidades dos cidadãos.







