Um protagonista inesperado emergiu dessa história: um cão farejador da raça Pastor Belga Malinois, conhecido como Hulk. O animal, com seu olfato aguçado, foi crucial para a descoberta do carregamento que estava avaliado em R$ 50 milhões. A missão aconteceu em meio a um forte combate às facções criminosas que dominam a área, e Hulk demonstrou habilidade a partir do momento em que os policiais se aproximaram do local suspeito. Sua alteração de comportamento sinalizou que algo estava escondido, levando à descoberta de não apenas a maconha, mas também de armamentos: quatro fuzis e quatro pistolas.
O trabalho para retirar todo o material ilícito da laje levou cerca de cinco horas e envolveu diversas equipes da polícia. Hulk, com seu instinto treinado, conseguiu guiar os agentes até a entrada do bunker, onde a quantidade recorde de drogas foi finalmente encontrada. Quatro caminhões foram necessários para transportar todo o carregamento apreendido, destacando a magnitude dessa operação.
A PMERJ classificou essa operação como a maior apreensão de drogas do país, superando um recorde anterior que havia sido estabelecido em 2021, em Mato Grosso do Sul, com 36,5 toneladas de entorpecentes retiradas das ruas. Essa ação, além de desarticular um importante ponto de tráfico de drogas, envolveu um intenso confronto armado. Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) enfrentaram faccionados armados durante a operação, resultando em um suspeito ferido e preso, junto com mais um fuzil apreendido.
Esse incidente ressalta não apenas a eficácia das operações policiais no Rio de Janeiro, mas também a importância do uso de cães farejadores, como Hulk, na luta contra o tráfico de drogas. A atuação desses animais, aliados aos esforços humanos, se prova vital em um cenário onde a segurança e a ordem pública são constantemente ameaçadas.
