Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o cantor se manifestou, alegando que a área onde ocorreu a ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) era arrendada para terceiros e que ele não possuía responsabilidade sobre os trabalhadores presentes. Leonardo expressou surpresa e tristeza com a inclusão em tal lista, destacando que não tinha conhecimento das condições das casas onde os funcionários residiam.
A Secretaria de Inspeção do Trabalho acrescentou o nome do cantor em uma atualização da lista, que agora conta com 727 nomes de pessoas físicas ou jurídicas. A operação na fazenda de Leonardo encontrou seis indivíduos em situação degradante, incluindo um menor de apenas 17 anos, configurando um caso de escravidão contemporânea no Brasil.
O Ministério do Trabalho realiza a atualização e divulgação da lista a cada seis meses, visando aumentar a transparência das ações administrativas resultantes das fiscalizações contra o trabalho análogo à escravidão. A inclusão de diversos empregadores de diferentes setores reflete a gravidade do problema em várias atividades econômicas, como produção de carvão vegetal, criação de bovinos, extração de minerais, cultivo de café e construção civil.
O coordenador-geral de fiscalização do MTE reforçou a importância da atualização da lista, destacando o comprometimento do Estado com a transparência e conscientização da sociedade sobre essa violação dos direitos humanos. Leonardo, por meio de sua assessoria, esclareceu que a fazenda onde ocorreram as irregularidades foi arrendada e que ele não tinha conhecimento das práticas ilegais.
A defesa do cantor também foi contatada para obter mais informações. O caso continua em investigação, e o artista reafirma sua idoneidade e repúdio às condições de trabalho escravo. A repercussão do ocorrido reflete a preocupação das autoridades em combater essa grave violação dos direitos trabalhistas no Brasil.





