Os integrantes deste novo grupo são conhecidos pelos codinomes Maestro e Abakan. Ambos possuem uma bagagem musical significativa: Maestro traz em seu currículo sua experiência no Coro Acadêmico do Metrô de Moscou, enquanto Abakan é um cantor e compositor, com suas próprias canções. A criação da banda, que é uma alternativa performática em meio ao conflito, reflete a vivência dos militares em situações de combate, uma vez que ambos já serviram em uma unidade de assalto. Isso se traduz em suas canções, que ressoam com o espírito e as experiências dos soldados em combate.
Atualmente, os artistas têm se apresentado em hospitais e para as tropas na linha de frente, trazendo um pouco de alívio e ânimo por meio de sua música. As performances contam com letras que, segundo eles, “atingem os rapazes”, gerando uma conexão emocional com os soldados. Maestro comentou sobre essa relação: “Acho que encontramos as palavras que atingem os rapazes. E as músicas que escrevemos são basicamente escritas aqui”, referindo-se ao ambiente em que se encontram.
Apesar de estarem apenas no início de sua trajetória, a ambição é grande. Maestro e Abakan sonham em se apresentar em palcos mais significativos, como o Kremlin, onde esperam conquistar uma audiência mais ampla. “Até o momento, somos dois. Esperamos ter mais no futuro. Estamos no início de nossa jornada”, diz Maestro, expressando a esperança de que o conjunto possa crescer e se expandir no futuro.
No cenário atual, em que a guerra e a música se entrelaçam, o projeto dos dois artistas vai além do entretenimento, servindo como um meio de expressar a vida e as lutas dos soldados que enfrentam um cotidiano repleto de desafios em uma das regiões mais voltadas para conflitos do mundo. A música, assim, se estabelece como um elo de resistência e esperança.
