O fato ocorreu por volta das 6h20 e foi documentado pelo instrutor Ricardo Mirapalheta, de 30 anos, que assistiu ao fascinante desempenho dos cetáceos. Os golfinhos, que pareciam bastante à vontade, saltavam, mergulhavam e se aproximavam das embarcações, gerando uma onda de entusiasmo entre os canoístas. O instrutor relatou que ao menos 30 golfinhos estiveram presentes durante a atividade, o que não é uma vista comum, principalmente em comparação com experiências anteriores durante as quais o grupo havia avistado apenas um pequeno número desses animais.
O biólogo Nathan Lagares, do Instituto Mar Urbano, confirmou que os cetáceos observados pertencem à espécie Tursiops truncatus, reconhecida mundialmente. Além da interação com os golfinhos, os participantes do treino também tiveram a sorte de avistar uma baleia, o que ampliou ainda mais a magnitude do momento.
Mirapalheta, que leciona canoagem na região há três anos, destacou que entre junho e agosto, é comum a migração de baleias e golfinhos pela costa fluminense. No entanto, a proximidade com a qual esses animais apareceram na Baía de Guanabara é um fenômeno pouco registrado, o que realça a singularidade da ocasião.
O instrutor também expressou sua satisfação ao notar que a Baía de Guanabara apresenta um aspecto mais limpo e águas mais cristalinas, uma mudança perceptível para quem vive do mar. A ocorrência desse tipo de interação entre os humanos e a fauna marinha é vista como um indicativo positivo da saúde ambiental da região.
A atividade, que começou como uma simples remada nas primeiras horas do dia, se tornou uma lembrança difícil de ser repetida, marcando a jornada dos alunos não apenas pelo aprendizado na canoagem, mas também pela ligação inesperada com a vida marinha. Esse encontro evidencia a importância do empenho em preservar nossos oceanos, pois experiências como essa mostram a beleza e riqueza que a natureza ainda pode oferecer.





