Os efeitos colaterais mais frequentes, segundo médicos da área, incluem náuseas, vômitos e alterações no funcionamento intestinal. Esses sintomas tendem a aparecer principalmente nas primeiras semanas de uso ou após o aumento da dosagem, mas, em muitos casos, tendem a diminuir conforme o corpo se ajusta à medicação. Apesar disso, a atenção deve ser redobrada, pois algumas reações adversas, tais como a pancreatite, caracterizada por dor intensa no abdômen, e possíveis problemas na vesícula biliar, exigem avaliação médica imediata.
A vasta gama de efeitos adversos não deve ser subestimada. O emagrecimento rápido pode aumentar o risco de formação de cálculos biliares, especialmente para aqueles predispostos. Também se observam casos de desidratação severa, decorrente de vômitos ou diarreia persistente. Não menos importante são as alterações visuais raras, que exigem acompanhamento rigoroso.
Embora a dependência química não seja uma preocupação, o uso restrito das canetas ao emagrecimento pode levar a um fenômeno conhecido como “efeito rebote”. Sendo assim, suspender a medicação sem a devida mudança de hábitos alimentares pode resultar em rápida recuperação do peso perdido. O tratamento, portanto, deve ser acompanhado por uma reformulação dos hábitos alimentares e práticas de exercícios.
Além disso, pessoas com histórico de pancreatite ou problemas relacionados à vesícula biliar, bem como gestantes e lactantes, devem evitar o uso das canetas emagrecedoras. A Anvisa já investiga casos suspeitos de pancreatite associados a esses medicamentos, reforçando a importância do uso com prescrição médica e acompanhamento próximo.
Em suma, enquanto as canetas emagrecedoras se apresentam como uma opção promissora para muitos, é fundamental que seu uso seja integrado a uma abordagem holisticamente saudável. A combinação de cuidados médicos, atenção às necessidades nutricionais e transformação de hábitos é o caminho mais seguro para resultados duradouros no emagrecimento.







