No dia 6 de agosto, as informações foram encaminhadas à Justiça em intervalos distintos. A ata da União Progressista foi submetida às 18h27, seguida pela do PSDB/Cidadania às 23h26 e a do PL às 23h58. Essas atas refletem visões diferentes sobre a candidatura; a mais notória diz respeito ao vice-governador. O PSDB, ao qual JHC é filiado, afirma que a federação terá candidaturas tanto para o governo quanto para a vice, mas delega ao Comitê Executivo, presidido por JHC, a tarefa de definir esses nomes até o prazo final de registro.
Por outro lado, a Federação União Progressista, liderada por Arthur Lira, estipula que o candidato ao governo será o próprio JHC, mas que a vice deverá ser escolhida pelo PL. Essa condição de divisão é um ponto crucial que contrasta com a posição do PSDB, que pretende manter ambas as candidaturas dentro de sua federação.
Na ata do PL, essa indicação é ainda mais reforçada, sendo considerada “condição de validade e eficácia” da coligação. Nesse cenário, é evidente que tanto a União Progressista quanto o PL concordam na escolha de JHC para o governo, mas atribuem à sigla do PL o controle sobre a vice-governadoria.
Além da questão do vice, há discordâncias em relação às candidaturas ao Senado. Enquanto o PSDB afirma que sua Comissão Executiva fará a indicação dos senadores, a União Progressista já apresenta Arthur Lira como nome certo para a primeira vaga e menciona suplentes indicados pelo PL, um arranjo que não encontra consenso com o que o PL propõe em sua ata.
Especificamente sobre a composição partidária, as divergências se aprofundam. O PSDB/Cidadania elenca uma ampla aliança, incluindo o PDT, que, segundo as outras atas, perde essa presença, o que gera insegurança política, dado que Ronaldo Lessa, do PDT, já se posicionava como um possível vice-governador ao lado de JHC.
Essas discrepâncias, embora não comprometam a viabilidade jurídica da coligação, indicam um cenário político instável. As respectivas federações têm poderes para ajustar suas alianças e candidaturas, mas as posições distintas expostas nas atas reafirmam que a coalização ainda carece de coesão. A pergunta que se impõe agora é: qual das chapas, com todas essas nuances, prevalecerá na formalização da candidatura de JHC?




