A prisão do candidato, acompanhado da sua esposa de 24 anos, se deu após uma rotina de fiscalização que já havia sido intensificada durante a prova. Fiscais, alertados por comportamentos suspeitos, iniciaram uma vistoria no banheiro masculino e encontraram um celular escondido atrás de um vaso sanitário, fixado com fita adesiva. O exame mais rigoroso gerou desconfiança, principalmente quando notaram que o candidato retornava repetidamente ao banheiro, onde permanecia por longos períodos.
Durante a abordagem policial, a mochila do candidato revelou uma capinha compatível com o dispositivo encontrado no banheiro, o que reforçou as evidências de sua culpabilidade. Em depoimento, o acusado revelou que se juntou ao esquema por enfrentar dificuldades financeiras com sua esposa, que confirmou os detalhes do plano – desde a ocultação do celular até a forma como as questões seriam enviadas.
A situação se agravou com a interceptação da esposa na Rodoviária de Anápolis, onde confessou seu papel no delito e forneceu acesso ao celular utilizado nas conversas com o marido. Ambos foram autuados pela Polícia Civil por fraude em concurso público, inicialmente com uma fiança elevada, posteriormente reduzida para um salário mínimo. Após o pagamento, foram liberados.
A Fundação Carlos Chagas, responsável pela organização do concurso, já havia declarado a eliminação do candidato, conforme as normas estabelecidas no edital, que prevê a exclusão de participantes flagrados utilizando meios ilícitos ou comunicação externa durante a prova. Em nota, a FCC informou que medidas rigorosas de segurança foram adotadas e que a integridade do concurso não foi comprometida. Em resposta, a Secretaria da Economia de Goiás também ressaltou que o episódio é isolado e que os protocolos de segurança foram atualizados, incluindo o uso de detectores de metais e o acondicionamento de eletrônicos em envelopes lacrados.
Este episódio não apenas destaca a constante luta contra fraudes em concursos públicos, mas também evidencia a criatividade com que alguns indivíduos buscam burlar as regras em troca de vantagens pessoais.





