Candidatos de São Paulo acionam Justiça contra adversário por vender apoio político em troca de Pix de R$ 5 mil.

Na corrida pela Prefeitura da capital paulista, o candidato Guilherme Boulos, do PSol, e o PSB, partido da concorrente Tabata Amaral, estão entrando com ações na Justiça contra Pablo Marçal, do PRTB, por supostamente oferecer apoio a candidatos a vereador em troca de um Pix de R$ 5 mil. A polêmica teve início após Marçal divulgar um vídeo no qual promete apoio político aos candidatos que realizarem “doações” à sua campanha.

Diante desse cenário, Boulos e o PSB exigem que Marçal seja investigado por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e arrecadação ilícita de recursos. A equipe jurídica de Boulos ressalta que a venda de apoio político é considerada ilícita e vai contra as normas estabelecidas para arrecadação de recursos.

No documento protocolado no domingo, a defesa de Boulos argumenta que Marçal, ao anunciar a venda de apoio político em suas redes sociais, fez uso indevido dos meios de comunicação social, uma vez que ele possui uma base significativa de seguidores. Já o PSB destaca que a conduta de Marçal, ao vender seu prestígio em troca de dinheiro, é claramente ilegal e abusiva.

Ambas as ações solicitam, de forma liminar, a suspensão imediata do vídeo no qual Marçal pede apoio nas redes sociais, bem como do formulário disponível online para os candidatos interessados. Até o momento, a campanha do candidato do PRTB não se pronunciou sobre o assunto.

Essa polêmica levanta questões sobre a ética e a transparência no processo eleitoral, evidenciando a importância de fiscalização e combate a práticas ilegais que podem comprometer a lisura das eleições. A atuação da Justiça nesse caso pode ser determinante para garantir a integridade do pleito e a legitimidade dos eleitos. Acompanharemos de perto o desenrolar dessa situação para trazer mais informações em breve.

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