“O Brasil já foi um modelo em imunização, conseguindo uma cobertura vacinal de quase 90% da população e erradicando diversas doenças virais. Contudo, atualmente enfrentamos sérios desafios nesta área”, declarou o ex-governador de Goiás. A fala de Caiado foi transmitida ao vivo via YouTube, contribuindo para ampliar o alcance de suas propostas.
Se eleito, o candidato se comprometeu a implementar uma campanha junto ao Ministério da Saúde para que os cidadãos voltem a valorizar e respeitar os registros de vacinação, especialmente nas instituições de ensino. Ele argumentou que a falta de liderança e envolvimento governamental nas discussões sobre vacinas abre espaço para a propagação de teorias infundadas que minam a confiança da população.
O plano de saúde apresentado por Caiado destaca a necessidade de revitalizar a “cultura vacinal” e preservar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), com a meta de alcançar e manter pelo menos 95% de cobertura nas vacinas prioritárias até o ano de 2030. As medidas sugeridas incluem a identificação ativa de pessoas com vacinas em atraso, a vacinação de alunos diretamente nas escolas e a integração dos registros de vacinação ao prontuário eletrônico, o que permitirá identificar em tempo real as regiões com baixa cobertura.
Além disso, a proposta contempla o fortalecimento da produção nacional de vacinas por meio de instituições como o Instituto Butantan e a Fiocruz, buscando reduzir a dependência externa. O candidato propõe uma reorientação do Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando a prevenção em vez do tratamento de doenças já instaladas, com foco na identificação precoce de riscos e um acompanhamento contínuo de pacientes crônicos.
Caiado também enxergou a necessidade de digitalizar o SUS, integrando um prontuário eletrônico único que conecte atenção primária, hospitais, laboratórios e farmácias. Sua proposta inclui o desenvolvimento de um aplicativo nacional, permitindo que os cidadãos monitorem informações relacionadas a vacinas, exames, consultas e até mesmo seu status em filas, além de estabelecer centrais de comando que gerenciem leitos e a ocupação em tempo real. A modernização dos hospitais estratégicos com gestão digital e o uso de inteligência artificial para apoiar decisões clínicas são, segundo ele, passos fundamentais para aprimorar a eficiência e a transparência do sistema de saúde.
