Candidato opositor busca asilo na Espanha após mandado de prisão na Venezuela. Outros líderes de oposição também deixaram o país.

O ex-candidato da oposição, Edmundo González, protagonizou mais um episódio turbulento na política venezuelana. Depois de concorrer contra Nicolás Maduro nas eleições de julho, González enfrentou um mandado de prisão solicitado pelo Ministério Público venezuelano. Diante dessa situação, o político decidiu pedir asilo político na Espanha e deixou o país neste sábado.

A saída de González ocorreu em meio a um cenário conturbado na Venezuela, marcado por contestações em relação ao resultado das eleições e por uma crescente tensão política. González, juntamente com outros líderes da oposição, denunciou irregularidades no processo eleitoral e acusou Maduro de fraude. Essas acusações levaram o ex-candidato a se tornar alvo de perseguições por parte das autoridades chavistas.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou a partida de González e a concessão do asilo político pela Espanha. O ex-diplomata, de 75 anos, foi acusado de cinco crimes pelo Ministério Público venezuelano, o que culminou na emissão do mandado de prisão. González, que estava na clandestinidade há mais de um mês, decidiu buscar proteção internacional e encontrou na Espanha um refúgio seguro.

Essa não é a primeira vez que um líder opositor venezuelano busca asilo em outro país. O caso mais emblemático foi o de Leopoldo López, que, em 2020, buscou refúgio na Espanha para escapar da prisão domiciliar. López foi condenado a 14 anos de prisão por sua participação em protestos contra o governo em 2014 e se tornou mentor de Juan Guaidó, presidente interino da Venezuela reconhecido por diversos países até janeiro de 2023.

A saída de González da Venezuela representa mais um capítulo da conturbada história política do país sul-americano. A busca por asilo político por parte de líderes da oposição evidencia o clima de instabilidade e repressão que marca o governo de Nicolás Maduro. Enquanto isso, a comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos dessa crise política, que afeta não apenas a Venezuela, mas toda a região.

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