O clima hostil teve início nos bastidores do evento, quando Marçal abordou Nunes de forma agressiva, afirmando que iria colocá-lo “na cadeia em 2025”. Além disso, o candidato do PRTB insultou Nunes, chamando-o de “tchutchuca do PCC”. A troca de farpas só cessou quando Nunes respondeu, destacando que a função de prender é da polícia e diminuindo Marçal ao chamá-lo de “condenadinho” e “ladrão de merenda”.
O episódio logo se espalhou nas redes sociais, com Marçal compartilhando o vídeo do encontro polêmico em suas plataformas online. O embate faz parte do oitavo debate entre os principais postulantes à Prefeitura de São Paulo, que contam com a participação de figuras como Guilherme Boulos (PSol), Tabata Amaral (PSB), José Luiz Datena (PSDB) e Marina Helena (Novo). Em debates anteriores, organizados pela revista Veja, Nunes, Boulos e Datena não marcaram presença.
De acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 19/9, Ricardo Nunes e Guilherme Boulos aparecem tecnicamente empatados, com 27% e 26% das intenções de voto, respectivamente. Em seguida, estão Pablo Marçal com 19%, Tabata Amaral com 8%, Datena com 6% e Marina Helena com 3%.
A disputa eleitoral na capital paulista se intensifica a cada dia, com os candidatos buscando garantir seu espaço e conquistar o apoio dos eleitores. Os embates acalorados e as acusações mútuas aumentam a tensão e a incerteza sobre o resultado das eleições municipais em São Paulo.
