Em uma coletiva de imprensa transmitida por seu partido, Moncada detalhou que as declarações de Trump não apenas pediram votos para o candidato do Partido Nacional, Nasry Asfura, mas também incluíram uma proposta de perdão ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, que cumpre uma sentença de 45 anos de prisão nos EUA por tráfico de drogas. Essas ações, segundo Moncada, configuram uma interferência direta nas decisões políticas hondurenhas e um desrespeito à soberania do país.
Trump, por sua vez, não poupou críticas a Moncada, a rotulando como simpatizante de Fidel Castro. Ele também atacou o rival político Salvador Nasralla, referindo-se a ele como um “comunista borderline” que, em sua visão, estaria agindo para dividir os votos da direita em um cenário eleitoral bastante polarizado. O ex-mandatário americano sugeriu que Nasralla foi responsável por ajudar a atual presidente, Xiomara Castro, e que agora tenta enganar os eleitores se apresentando como um oponente do comunismo.
Trump concluiu suas declarações enfatizando que Moncada e Nasralla não são “parceiros confiáveis para a liberdade”, enquanto incentivou os hondurenhos a não se deixarem enganar e a votarem em Asfura. A eleição, que inclui os cargos de presidente, parlamentares e governos locais, está marcada para o próximo domingo, colocando o país em um momento crítico de decisão.
A rivalidade política em Honduras não é nova, mas a pressão de aliados externos, como os Estados Unidos, tem potencial para alterar significativamente o clima eleitoral. Neste cenário, os líderes locais, como Moncada e Asfura, se veem obrigados a se posicionar em relação a influências estrangeiras e a defender suas respectivas plataformas políticas em um ambiente de desconfiança crescente. A convergência do cenário interno com as dinâmicas externas pode moldar o futuro político de Honduras, onde a ansiedade pela participação cidadã é palpável.
