O avião da Alaska Airlines perdeu parte da estrutura que abriga a cabine de passageiros durante um voo, o que levou a um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Portland, em Oregon, nos Estados Unidos. A situação resultou na determinação da FAA para que a companhia mantenha no solo todos os aviões 737 Max 9 para inspeção, o que impactará significativamente as operações da empresa.
Para a analista Savanthi Syth, do banco de investimentos Raymond James, esse impacto pode ser comparado a uma grave tempestade de neve no inverno, afetando as operações da Alaska Airlines de maneira semelhante ao que a Delta Airlines enfrentou durante uma tempestade de inverno em 2022, quando teve que cancelar cerca de 20% de seus voos por três dias.
No entanto, o impacto dos cancelamentos pode ser atenuado pela baixa demanda que tradicionalmente ocorre após as festas de final de ano. Segundo o analista, esse período é caracterizado por uma redução significativa nas viagens, especialmente no que diz respeito a viagens de negócios, que geralmente não retornam ao normal antes de meados de janeiro.
Portanto, a Alaska Airlines enfrenta um desafio significativo devido ao incidente envolvendo seus aviões 737 Max 9, mas a expectativa é de que o impacto seja mitigado pela baixa demanda após as festas de final de ano. A companhia espera que seus voos sejam afetados pelo menos até meados da semana, quando as inspeções determinadas pela FAA poderão ser concluídas e as operações normalizadas.
