Os relatórios indicam que os militares canadenses projetaram um cenário em que forças americanas poderiam avançar em direção ao norte, potencialmente capturando posições estratégicas em um tempo surpreendentemente curto — entre dois dias e uma semana. A preocupação crescente é de que a parceria tradicional no âmbito do NORAD, que abrange a Defesa Aeroespacial da América do Norte, possa estar sob ameaça, levando a uma mudança na postura americana em relação ao Canadá.
Diante do que seria uma eventual invasão, documentos revelam que as Forças Armadas canadenses estão considerando métodos de insurgência semelhantes aos utilizados em conflitos como o que ocorreu no Afeganistão. Neste contexto, pequenos grupos armados e civis poderiam utilizar emboscadas, sabotagens e ataques surpresa para desestabilizar as forças invasoras. Essa abordagem representa uma adaptação da estratégia militar diante de um reconhecimento brutal: a falta de equipamentos modernos e a escassez de tropas torna o Canadá vulnerável a um ataque convencional.
Ainda assim, é importante destacar que, apesar das simulações, a liderança canadense não acredita que um ataque militar por parte dos Estados Unidos seja uma probabilidade realista. Este é um ponto crítico, já que constitui a primeira vez em um século que as Forças Armadas do Canadá modelam a possibilidade de tal ataque.
Os desafios enfrentados pelo Canadá em termos de defesa nacional têm sido frequentemente ressaltados. A avaliação de especialistas aponta que, após anos de desinvestimento, as capacidades defensivas do país estão comprometidas. A situação torna-se especialmente preocupante considerando que muitos dos equipamentos mais modernos foram enviados para apoiar a Ucrânia em sua luta contra a agressão russa, deixando o Canadá com arsenais desatualizados. Assim, a relevância das estratégias de guerrilha se intensifica em um cenário onde a capacidade de enfrentar forças armadas convenionais é cada vez mais questionável.
Nesse contexto, o debate sobre a segurança e a autonomia canadense nas relações com seu vizinho do sul se torna mais crítico do que nunca, à medida que o mundo observa as tensões geopolíticas se intensificarem. A situação exige não apenas uma reavaliação dos recursos de defesa, mas também uma revisão atenta das alianças históricas e das respectivas responsabilidades que cada país tem em um cenário de segurança coletiva.
