Um dos tópicos centrais das discussões foi a presença de Neymar. Rivellino, que ergueu a taça em 1970, elogiou o talento indiscutível do atacante, apontando que o Brasil não revelou, nos últimos anos, jogadores com a mesma qualidade que Neymar. Contudo, chamou a atenção para a aparente falta de vontade do atacante em retornar à seleção. O ex-jogador questionou a postura do ícone do Paris Saint-Germain, afirmando que não tem ouvido Neymar expressar o desejo de jogar sua última Copa do Mundo. “Ele tem que saber se quer ir para a seleção. Não vejo ele dizendo que quer jogar, que está disposto”, destacou Rivellino.
Cláudio Taffarel, campeã em 1994 e atualmente coordenador de goleiros da seleção, elogiou o desempenho atual de Neymar pelo Santos, ressaltando seu papel significativo em campo. Segundo Taffarel, o jogador tem mostrado características táticas que o colocam como uma peça valiosa na equipe, desempenhando a função de falso nove.
O ex-goleiro também comentou sobre Alisson, que se recupera de uma lesão e espera estar em condições para a convocação. Para Taffarel, a presença do goleiro pode ser determinante no sucesso da seleção.
Cafu, outro ícone do futebol brasileiro, falou sobre a lista de convocação que será divulgada em breve, enfatizando a importância de respeitar as escolhas do treinador. Ele destacou que o foco deve ser a atuação da equipe na Copa do Mundo, independentemente da presença de Neymar.
Durante a coletiva, houve uma análise sobre as fragilidades da seleção atual. Cafu lembrou que, em Copas passadas, o Brasil chegou desacreditado, mas conseguiu reverter a situação com dedicação e talento. Já Rivellino apontou um ponto crucial: a equipe carece de um jogador decisivo, alguém capaz de mudar a trajetória de um jogo em momentos críticos.
As expectativas são altas para o Mundial, e as reflexões dos ex-jogadores trazem à tona um debate necessário sobre a formação do time e a valorização do espírito coletivo, elementos essenciais para a busca pelo hexacampeonato.





