A campanha, organizada pelo Instituto Religare, pela Comissão Diálogo e Paz, pela Expo Religião e, claro, pela Arquidiocese do Rio, visa mobilizar diferentes segmentos sociais em torno da defesa da dignidade feminina e do apoio às vítimas de violência. Durante a reunião, os participantes definiram os grupos de trabalho que atuarão no projeto, estabeleceram as responsabilidades de cada instituição envolvida e delinearam um cronograma para as próximas etapas da iniciativa.
Dentre as propostas discutidas, destaca-se a criação de uma rede inter-religiosa de acolhimento dedicada a oferecer suporte a mulheres em situação de violência. A ideia é que templos de diversas crenças funcionem como pontos de primeira escuta e orientação. Além disso, o fortalecimento da articulação com órgãos públicos responsáveis pela proteção das mulheres e o aprimoramento de mecanismos de monitoramento de agressores, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas nos casos previstos em lei, foram enfatizados.
A reunião contou com a presença de representantes de diversas tradições religiosas, incluindo a Igreja Católica, igrejas evangélicas, espiritualistas, judaísmo, islamismo, e várias outras, além de membros do Ministério Público, Polícia Civil, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
O cardeal Orani destacou a importância da união entre instituições públicas, comunidades de fé e a sociedade civil na defesa da vida e da dignidade da mulher. Ele ressaltou que as religiões podem desempenhar um papel crucial na promoção da cultura da paz, na prevenção da violência e no acolhimento das vítimas.
Ao final do encontro, todos os participantes reiteraram seu compromisso em construir uma campanha permanente e já anunciaram que os próximos passos incluem a consolidação das equipes temáticas e o lançamento das primeiras ações públicas da iniciativa. Este esforço coletivo se revela uma esperança significativa na luta contra a violência de gênero, com a intenção de transformar e salvar vidas.





