Os atendimentos ocorrerão no mezanino do Acesso B, localizado na Avenida Chile, das 9h às 15h. As inscrições serão realizadas no local, seguindo a ordem de chegada. É imprescindível que os participantes estejam munidos da documentação necessária e, quando aplicável, acompanhados da pessoa que também realizará o exame. Os resultados dos testes serão divulgados no “Dia D” da campanha, que acontecerá em 15 de agosto, no Estádio de São Januário, na Zona Norte do Rio.
Dados recentes revelam que em 2025, aproximadamente 173.112 crianças foram registradas no Brasil sem o nome do pai, o que representa 6,9% dos nascimentos no país. No Estado do Rio, essa estatística é ainda mais alarmante: 12.883 registros, correspondendo a 7,77% dos nascimentos. Esses números evidenciam a importância de iniciativas como a “Meu Pai Tem Nome”, que visa assegurar o direito ao reconhecimento da filiação, com benefícios que incluem pensão alimentícia, herança e acesso ao histórico de saúde familiar.
A campanha, que é parte de um esforço nacional liderado pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), ainda se expandirá ao longo dos próximos meses, visitando diferentes localidades do estado, com o intuito de facilitar o acesso da população a esse serviço essencial.
Os exames de DNA, que são realizados de forma simples e quase indolor, exigem apenas uma pequena coleta de sangue da ponta do dedo, feita por profissionais capacitados, sem a necessidade de preparação prévia. Durante a entrega dos resultados, a Defensoria Pública também oferecerá orientação jurídica e atividades relacionadas ao direito à identidade.
Para participar da campanha, é fundamental que os interessados estejam cientes dos documentos necessários. Para a pessoa que solicitar o exame, é preciso apresentar um documento de identidade, CPF e comprovante de residência atualizado. No caso da pessoa que busca o reconhecimento, devem ser apresentados a certidão de nascimento ou a Declaração de Nascido Vivo (DNV), caso ainda não exista registro formal, além de outras documentações pertinentes, como certidões de óbito, quando aplicável.
O evento se torna, portanto, uma oportunidade significativa para o fortalecimento dos laços familiares e para a promoção dos direitos de crianças e adolescentes no Estado do Rio de Janeiro. O acesso ao reconhecimento da paternidade e maternidade ajuda a garantir dignidade e cidadania para muitos que necessitam desse suporte jurídico.
