Em uma estratégia de campanha, a equipe de Nunes levou para a TV uma peça publicitária que aponta uma suposta blasfêmia por parte de Marçal, ao afirmar que ele “desdenha” do Rei Salomão, figura bíblica muito respeitada pelos religiosos. O Rei Salomão, conhecido por sua sabedoria e justiça nas escrituras sagradas, é retratado como uma figura venerada e respeitada, o que torna a acusação de desdém por parte de Marçal ainda mais impactante.
A propaganda eleitoral de Nunes apresenta Salomão como uma figura central da Bíblia, e destaca que ele é adorado e respeitado por todos, exceto por Pablo Marçal. O vídeo exibido tem como título “Pablo Marçal desdenha do Rei Salomão”, e mostra o influenciador fazendo declarações que desagradaram parte do eleitorado evangélico.
A estratégia de abordar o tema “Rei Salomão” na propaganda eleitoral é uma tentativa de conter o avanço de Marçal entre os evangélicos, que representam um terço do eleitorado. Segundo pesquisas recentes da empresa Quaest, Marçal cresceu 10 pontos percentuais nesse segmento da população em apenas duas semanas, passando de 27% para 37% das intenções de voto.
Por sua vez, Nunes também viu seu apoio entre os evangélicos crescer, marcando 26% das intenções de voto na última pesquisa Quaest, contra os 18% registrados anteriormente. Já Guilherme Boulos, candidato do PSol, apresenta um desempenho mais baixo entre os evangélicos, com apenas 9% das intenções de voto nesse eleitorado.
O embate entre Marçal e Nunes, a partir da questão do Rei Salomão, promete intensificar ainda mais a corrida eleitoral em São Paulo, deixando em evidência a importância do voto evangélico e as estratégias dos candidatos para conquistar esse público específico.
