Boulos destacou que a categoria não deve arcar com os custos da “irresponsabilidade e ganância” de algumas distribuidoras. Ele enfatizou que, apesar da isenção do PIS e da Cofins, os caminhoneiros continuam a sofrer com o aumento do diesel, que é exacerbado pela resistência de governantes em ajustar o ICMS. Essa postura é vista pelo ministro como uma falha grave em um momento marcado por instabilidades no mercado.
No dia anterior à reunião, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que o governo apresentou aos estados uma proposta que visa compartilhar os custos de uma subvenção ao diesel importado. A ideia é estabelecer um valor de R$ 1,20 por litro, com cada parte arcando com R$ 0,60. Essa nova abordagem pretende substituir uma proposta anterior, que visava a desoneração do ICMS do diesel importado. Durigan indicou que, mesmo com essa reformulação, a previsão de renúncia fiscal se mantém em R$ 3 bilhões ao longo de dois meses, divididos igualmente entre os entes federativos.
Durante a reunião, Boulos também anunciou medidas adicionais, como o fortalecimento da fiscalização e a formação de uma mesa de negociação com a categoria. Essa iniciativa ocorre em meio à tramitação no Congresso de uma medida provisória que concede à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) maior poder para penalizar o descumprimento das normas de frete.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, Luciano Santos, que também esteve presente na reunião, deixou claro que a categoria não se deixará manipular por questões políticas. Ele afirmou que a luta agora se concentra na atuação dos deputados, questionando se eles estarão do lado dos caminhoneiros e do povo brasileiro ou se cederão aos interesses das grandes corporações.






