Imagens compartilhadas nas redes sociais pelos participantes revelam as consequências físicas da caminhada. Muitas pessoas apresentaram ferimentos nos pés, e na noite da última quinta-feira, após percorrer 144 quilômetros, Nikolas Ferreira demonstrou seus pés inchados, com lesões visíveis nos tornozelos e em um dos dedos. Outros caminhantes foram vistos utilizando bacias com gelo para aliviar a dor, enquanto alguns exibiam bolhas nos pés, evidenciando os desafios enfrentados pelo grupo durante a marcha.
Por outro lado, a manifestação foi alvo de críticas por parte de parlamentares alinhados ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma demonstração de ironia, o deputado Correia referiu-se à caminhada como uma “encenação” destinada a sensibilizar a opinião pública em favor de um pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro, afirmando que essa estratégia não resultará em sucesso. A deputada federal Célia Xakriabá, do PSOL de Minas Gerais, também se pronunciou sobre o evento, sugerindo que a iniciativa de Nikolas Ferreira representa uma tentativa de evitar suas responsabilidades legislativas. Além disso, o vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff, que é sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, criticou a marcha, alegando que o objetivo do protesto é defender bandidos.
A mobilização, portanto, não apenas reflete a divisão política no país, mas também expõe o desgaste físico e a resistência dos apoiadores de Bolsonaro, que se esforçam para demonstrar sua solidariedade ao ex-presidente em um momento de adversidade significativa.
