Caminhada de Nikolas Ferreira em Protesto pela Liberdade de Bolsonaro Enfrenta Críticas, Ferimentos e Advertências da Polícia Rodoviária Federal

A marcha organizada pelo deputado Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, completa neste sábado (24) seu sexto dia, em um gesto de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos indivíduos envolvidos nos eventos do dia 8 de janeiro. Com um trajeto de aproximadamente 240 quilômetros que se iniciou no interior do estado e culminará em Brasília, a caminhada gerou a atenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que emitiu alertas sobre os riscos associados à aglomeração de pessoas ao longo do percurso. Além disso, participantes da marcha relataram ferimentos e dificuldades enfrentadas durante a jornada.

Imagens compartilhadas nas redes sociais pelos participantes revelam as consequências físicas da caminhada. Muitas pessoas apresentaram ferimentos nos pés, e na noite da última quinta-feira, após percorrer 144 quilômetros, Nikolas Ferreira demonstrou seus pés inchados, com lesões visíveis nos tornozelos e em um dos dedos. Outros caminhantes foram vistos utilizando bacias com gelo para aliviar a dor, enquanto alguns exibiam bolhas nos pés, evidenciando os desafios enfrentados pelo grupo durante a marcha.

Por outro lado, a manifestação foi alvo de críticas por parte de parlamentares alinhados ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma demonstração de ironia, o deputado Correia referiu-se à caminhada como uma “encenação” destinada a sensibilizar a opinião pública em favor de um pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro, afirmando que essa estratégia não resultará em sucesso. A deputada federal Célia Xakriabá, do PSOL de Minas Gerais, também se pronunciou sobre o evento, sugerindo que a iniciativa de Nikolas Ferreira representa uma tentativa de evitar suas responsabilidades legislativas. Além disso, o vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff, que é sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, criticou a marcha, alegando que o objetivo do protesto é defender bandidos.

A mobilização, portanto, não apenas reflete a divisão política no país, mas também expõe o desgaste físico e a resistência dos apoiadores de Bolsonaro, que se esforçam para demonstrar sua solidariedade ao ex-presidente em um momento de adversidade significativa.

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