Organizada por fervorosos apoiadores da direita alagoana, a caminhada tinha como objetivo reunir simpatizantes em um momento de reforço e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas as imagens do evento revelaram uma cena de desolação, com poucos participantes acompanhando a mobilização. Esta cena suscitou reações de descontentamento até mesmo entre figuras proeminentes do próprio movimento bolsonarista local.
Um dos que expressou sua insatisfação foi o coronel do Vale, uma das vozes mais radicalizadas da direita em Alagoas. Em suas declarações, o coronel atribuiu o baixo comparecimento à fragmentação que o movimento enfrenta dentro do Estado. Segundo ele, adivisão interna entre facções da direita teria dificultado a mobilização de um público mais expressivo.
Embora a presença de Carlos Bolsonaro fosse esperada como um trunfo para galvanizar a militância e aumentar a adesão ao evento, o que se observou foi um reflexo das dificuldades que o grupo enfrenta para articular suas bases. A expectativa, portanto, se transformou em um desencanto palpável nas ruas de Maceió.
Os discursos realizados durante a caminhada, que giraram em torno de defesas de Jair Bolsonaro e críticas a adversários políticos, tentaram resgatar um espírito de engajamento entre os presentes. Contudo, a ausência de um público massivo acabou por ofuscar esses esforços, deixando no ar um questionamento sobre o futuro da mobilização política da direita no Estado.
Portanto, a caminhada que deveria ser um momento de união e demonstração de força para o bolsonarismo local terminou por evidenciar não apenas a fragilidade do grupo, mas também a necessidade urgente de uma revitalização nas estratégias de mobilização e articulação. As imagens da orla de Maceió, marcadas pela escassez de participantes, servem como um alerta para os desafios que o movimento enfrenta na busca por uma maior representatividade e coesão.





