Manet criticou veementemente a prática de disseminar informações falsas e calúnias como parte de estratégias geopolíticas. Segundo ele, essas táticas não apenas prejudicam as relações internacionais, mas também causam danos profundos a nações que já enfrentam suas próprias dificuldades. “Não deve ser uma prática aceita que países explorem a vulnerabilidade de nações em desenvolvimento através de campanhas caluniosas ou obrigações unilaterais”, afirmou, destacando a necessidade de um ambiente mais justo e respeitoso nas relações entre Estados, independentemente de seu tamanho ou influência.
O primeiro-ministro também refletiu sobre os efeitos negativos que essas dinâmicas podem ter sobre a paz e a estabilidade global, recordando as vítimas de conflitos provocados por políticas externas agressivas. Ele mencionou que seu país, o Camboja, se compromete com a promoção da paz e da reconciliação, declarando que a ICAPP defende a soberania e os direitos territoriais dos Estados.
A conferência deste ano, que reúne delegações de 52 países asiáticos e de diversas organizações parceiras, tem como tema central a busca pela paz e reconciliação. Hun Manet destacou que as potências de menor porte também têm um papel fundamental a desempenhar na diplomacia global, e que a autonomia das nações deve ser respeitada em todas as circunstâncias. Ele finalizou seu discurso enfatizando que a reconciliação com adversários pode ser uma demonstração de força, não de fraqueza, uma visão que visa promover um nova era de entendimento e colaboração entre os países da região e o mundo.







