A entrega da honraria será realizada em uma sessão solene na Câmara Municipal, que deverá ser convocada pelo presidente da Casa, vereador Milton Leite (União). O vereador Digilio justificou o projeto destacando a atuação de Michelle Bolsonaro em causas relacionadas a pessoas com deficiência. Segundo ele, a ex-primeira-dama foi intercessora de uma Medida Provisória assinada por Bolsonaro em 2019, que concedeu pensão vitalícia a crianças com microcefalia causada pelo vírus da Zika. Essa medida possibilitou que os pais dessas crianças pudessem encontrar emprego e aumentar a renda familiar.
No entanto, a proposta não foi bem recebida pelos vereadores da oposição. Luna Zarattini (PT), por exemplo, manifestou sua desaprovação nas redes sociais, afirmando que a ex-primeira-dama não fez nada de bom para a cidade de São Paulo. Já Celso Giannazi, do PSOL, classificou a homenagem como um “escárnio”. Ele argumenta que não se deve homenagear alguém que está envolvido em diversos processos judiciais, pois isso pode levar à cassação dessa honraria, assim como já aconteceu na Câmara Municipal anteriormente.
A iniciativa de conceder o título de cidadã paulistana à Michelle Bolsonaro reflete a polarização política vivenciada no país. Enquanto os apoiadores do governo consideram a ex-primeira-dama uma figura importante e relevante, os opositores criticam a homenagem e questionam a necessidade de reconhecer alguém que enfrenta questionamentos jurídicos. Essa decisão traz à tona mais um episódio que demonstra as divisões e divergências presentes na sociedade brasileira. Resta agora aguardar a realização da sessão solene para oficializar a entrega do título de cidadã paulistana à Michelle Bolsonaro.







