Câmara Municipal de Itu Investiga Vereador Moacir Cova Após Disparo Durante Operação Policial Gera Repercussão Nacional e Pedido de Providências.

A Câmara Municipal de Itu, localizada no interior de São Paulo, decidiu abrir um procedimento de apuração sobre a conduta do vereador Moacir Cova, integrante do partido Podemos, sob a alegação de quebra de decoro parlamentar. A medida foi protocolada em 29 de abril e ocorre menos de três semanas após a divulgação de um vídeo que provocou uma intensa controvérsia nas redes sociais. Nas imagens, o vereador, que também é investigador da Polícia Civil, é visto disparando em direção a três cães durante uma operação policial.

O vídeo, que rapidamente ganhou repercussão nacional, mostra Moacir envolvido em uma discussão com um homem, enquanto diversas pessoas, incluindo menores de idade, observam a cena. Embora o conteúdo da conversa entre os envolvidos não seja claramente audível, a ação do vereador, que dispara em direção aos cães, gerou indignação. Os animais, que latem nas proximidades, não demonstram comportamento agressivo, e o disparo ocorre em direção ao solo. Importante destacar que, apesar da situação alarmante, nenhum dos cães foi ferido.

Diante das repercussões do caso, a Câmara Municipal se viu pressionada por moradores e representantes da causa animal que clamam por ações e um posicionamento institucional mais firme sobre a conduta do vereador. Como resultado, a situação foi encaminhada à Comissão de Ética Parlamentar para avaliação e possíveis sanções.

Na mesma semana em que a apuração foi anunciada, o plenário da Câmara já havia votado uma moção de repúdio contra Cova, que obteve 11 votos a favor e 2 contra, refletindo a desaprovação significativa de seus pares em relação ao episódio.

Até o fechamento desta reportagem, o vereador Moacir Cova não havia feito uma declaração oficial sobre a abertura do processo. Entretanto, em uma entrevista anterior, ele atribuiu a controvérsia à “conclusões precipitadas” e à publicação de uma “narrativa falsa” que, segundo ele, distorce os fatos. Em sua defesa, o vereador insistiu que sua ação não foi direcionada aos animais e que o vídeo foi editado para criar uma interpretação equivocada de sua conduta. A sequência dos acontecimentos destaca a tensão entre as responsabilidades dos representantes públicos e as expectativas da sociedade, especialmente em questões envolvendo direitos dos animais.

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