Lopes chamou a atenção para a precariedade do serviço de internet em regiões carentes, onde o acesso é frequentemente limitado pela instabilidade, alto custo e falta de equipamentos adequados. Ele argumentou que a infraestrutura digital deve ser integrada ao processo de urbanização, considerando-se uma parte essencial dos direitos básicos que precisam ser garantidos a todos.
Outro ponto relevante abordado no seminário foi a participação ativa das comunidades na formulação de soluções para seus próprios problemas. Vanessa de Freitas, assessora técnica da ONU-Habitat, ressaltou a importância de envolver os moradores nas decisões que afetam suas vidas. Segundo ela, urbanizar favelas não se resume a apenas oferecer infraestrutura como ruas e saneamento básico, mas a garantir direitos e acessos a políticas públicas.
De Freitas mencionou iniciativas como o programa Periferia Viva, que promove diálogos diretos entre técnicos e moradores para garantir que os projetos atendam às necessidades locais. A representante da ONU também citou projetos voltados para mulheres e crianças, que buscam mapear questões de segurança e desenvolver espaços públicos mais adequados às suas demandas.
A discussão também abordou a necessidade de abordagens multidimensionais para o combate à pobreza. Nina Rentel Scheliga, da Gerando Falcões, apresentou o projeto Favela 3D, que visa promover dignidade nas comunidades por meio de tecnologias sociais. Ela apontou a relevância de um marco regulatório que ajude os municípios a desenvolver planos integrados para transformar as favelas.
Finalmente, Luiz Fernando Pezão, prefeito de Piraí (RJ), destacou a urgência da regularização fundiária como um passo fundamental para oferecer segurança jurídica aos moradores, permitindo acesso a financiamento habitacional. Ele reforçou a importância de associar a entrega de títulos de propriedade a investimentos em equipamentos sociais, como escolas e creches, para fomentar um desenvolvimento sustentável e inclusivo nas comunidades.




