O Programa de Transferência de Renda (PTR), criado como parte do acordo de reparação dos danos causados pelo desastre da Vale, atende atualmente 158 mil pessoas e teve início em novembro de 2011, com previsão de encerramento em janeiro de 2026. Até o momento, dos R$ 4.4 bilhões depositados pela mineradora, R$ 4 bilhões já foram pagos, de acordo com informações da Fundação Getúlio Vargas, responsável pela gestão dos recursos.
No entanto, a FGV opera o programa apenas com os rendimentos do fundo, que totalizam R$1,2 bilhões, permitindo a inclusão de mais 61 mil pessoas. Mesmo assim, a adesão de novos beneficiários se encerra no final deste mês, e houve uma redução de 50% no valor mensal do auxílio. Esse corte foi duramente criticado pelo Coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Joceli Andreoli, que destacou a importância do benefício como única fonte de renda para muitas famílias da região.
O prefeito de Brumadinho, Gabriel Parreiras, reforçou a necessidade de manter o PTR enquanto durarem os impactos ambientais, individuais e coletivos do desastre. O deputado Pedro Aihara, que solicitou a audiência, também defendeu a continuidade do programa como parte fundamental da reparação.
Durante o debate, a coordenadora de relacionamento do PTR da FGV, Marcela Galvani Borges, garantiu que não haverá redução nos pagamentos aos familiares das vítimas fatais e ressaltou o respeito aos termos estabelecidos para a reparação. As associações de vítimas já entraram com pedido judicial para garantir a continuidade do programa e esperam que a decisão seja favorável para garantir a segurança financeira daqueles afetados pela tragédia.






