O avião partiu de Cascavel (PR) com destino a São Paulo e caiu em Vinhedo, próximo à capital paulista, resultando na morte das 62 pessoas a bordo, entre tripulantes e passageiros. O relatório também destaca que a investigação do Cenipa continuará abordando a situação de manutenção da aeronave, enquanto a investigação de responsabilidade civil e criminal ficará a cargo da Polícia Federal.
Durante uma audiência pública, o brigadeiro do ar Marcelo Moreno, chefe do Cenipa, esclareceu que a investigação realizada pelo órgão busca garantir a segurança no transporte aéreo, visando evitar acidentes semelhantes. Segundo ele, a aeronave estava certificada para voar em condições de formação de gelo e a tripulação estava treinada para operar nessas circunstâncias, ressaltando que não houve declaração de emergência por parte dos pilotos.
Questionamentos levantados durante a audiência focaram no funcionamento do sistema de degelo da aeronave, com o deputado Padovani questionando o porquê do sistema ter sido acionado e desligado diversas vezes. O relator da comissão externa, Carlos Henrique Baldin, explicou o funcionamento do sistema e afirmou que a manutenção da aeronave será investigada, assim como a conscientização da tripulação em relação à formação de gelo.
Além disso, uma denúncia anônima enviada ao Ministério Público do Paraná acusa a Voepass de operar irregularmente em Cascavel, envolvendo a Transitar, autarquia local de regulação no setor de mobilidade, em crime de responsabilidade. Os representantes do Cenipa esclareceram que a questão de responsabilidade criminal será investigada pela Polícia Federal.
Em resumo, as investigações ainda estão em andamento e buscam esclarecer as causas da queda do avião da VoePass, visando aprimorar a segurança no transporte aéreo para evitar futuros acidentes.
