Para o deputado Bohn Gass, do PT-RS, esse episódio representa o “mais hediondo” da história recente do Brasil. Segundo o parlamentar, o relatório detalha um plano meticuloso e frio, com recursos públicos sendo utilizados para a ação, se assemelhando a estratégias de facções criminosas. Além disso, o relatório da PF indiciou 37 pessoas, incluindo Bolsonaro, por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
A presidente do PT, Gleisi Hoffman, afirmou que Bolsonaro era conhecedor do plano e foi o mentor por trás da tentativa de golpe. De maneira contundente, a deputada Maria do Rosário ressaltou a gravidade da situação e rejeitou a possibilidade de anistia para os envolvidos nesse tipo de conduta. Pastor Henrique Vieira também se mostrou contrário à anistia, destacando a importância de não amenizar atos contra a democracia.
Por outro lado, representantes da oposição desqualificaram o relatório da PF, considerando-o uma “cortina de fumaça” para medidas impopulares do Executivo. Os deputados argumentaram que as acusações seriam infundadas e se referiram a um suposto “crime de pensamento” sem base material. A atuação do STF foi criticada por alguns parlamentares, levantando questionamentos sobre a imparcialidade do Ministro Alexandre de Moraes no inquérito.
Diante de um cenário tenso e repleto de acusações, a sociedade brasileira aguarda desdobramentos e posicionamentos tanto do Legislativo quanto do Judiciário diante desse grave episódio político. A transparência nas investigações e a busca pela verdade se fazem necessárias para garantir a estabilidade democrática do país.






